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Notica publicada em 16/01/13 às 10:25:27 hs

Alergia a frutos do mar não tem cura, afeta cerca de 2% dos adultos e pode trazer problemas até mesmo por contato com a pele

A alergia a frutos do mar afeta uma parcela da população e pode trazer problemas variados. De acordo com Mauro Diniz Moreira, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em Alergia e Imunopatologia pela Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia, o problema decorre da formação de quantidades elevadas de anticorpos para componentes de alguns frutos do mar. Essa alergia, segundo ele, afeta cerca de 2% dos indivíduos adultos, além de provocar uma série de efeitos desagradáveis.

A alergia a frutos do mar afeta uma parcela da população e pode trazer problemas variados. De acordo com Mauro Diniz Moreira, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em Alergia e Imunopatologia pela Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia, o problema decorre da formação de quantidades elevadas de anticorpos para componentes de alguns frutos do mar. Essa alergia, segundo ele, afeta cerca de 2% dos indivíduos adultos, além de provocar uma série de efeitos desagradáveis.

Mauro afirma que os principais alimentos responsáveis pelas reações nos alérgicos são a lula, o polvo, o mexilhão e a ostra. No grupo dos crustáceos, os mais consumidos em nosso meio são o camarão, a lagosta, o siri e o caranguejo. Ele acrescenta que, do grupo, o principal envolvido nas reações alérgicas é o camarão. Segundo ele, a causa destas alergias passa pela chamada sensibilização, quando um indivíduo, por razão ainda desconhecida, passa a formar quantidades elevadas de determinados anticorpos para constituintes protéicos da carne desses frutos do mar. Em uma posterior ingestão, aparecem os sintomas. Para alérgicos mais sensíveis a esses alimentos, as reações adversas podem surgir até do simples contato do camarão com a pele, por exemplo.

Conforme explica o especialista, essa alergia pode se manifestar de várias maneiras e com vários graus de intensidade. Frequentemente, os sintomas são cutâneos ou digestivos, podendo, no entanto, ser respiratórios ou cardiovasculares. Dentre os sintomas cutâneos, os mais freqüentes são vermelhidão, coceiras e calombos (eritema, prurido e urticária). Estes variam de intensidade, podendo ir de uma simples coceira até mal estar geral e reação alérgica sistêmica e grave, diz ele, acrescentando que, felizmente, na grande maioria das vezes, os sintomas são localizados e de pequena monta. Em indivíduos sensíveis, as reações acontecem não somente pela ingestão, mas também pelo contato com a pele e as mucosas, bem como pela inalação de fumos de frituras do alimento, ou contaminação de outros alimentos ou talheres pelos frutos do mar.

Mauro alerta que a alergia não tem cura, e que tentativas de terapia são frequentemente arriscadas e de resultado incerto. Para ele, no entanto, usar medicação adequada, sempre sob prescrição médica, assim que apareçam sintomas pela ingestão inadvertida do alimento provocador é de suma importância, no sentido de abortar ou impedir reações mais intensas. 



Fonte: www.unimedrio.com.br