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Notica publicada em 16/01/13 às 10:27:48 hs

Atividades lúdicas e junto à família contribuem para tratamento da depressão.

Especialista alerta que doença pode ser fator de risco para infarto agudo do miocárdio
De acordo com o neurologista e professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP) Fabrício Hampshire, a depressão é um transtorno do humor desencadeado por interação de um ou mais fatores. Entre eles estão a predisposição genética, a presença de doenças associadas – como, por exemplo, câncer, acidente vascular cerebral ou infarto agudo do miocárdio  –, estresse, problemas socioeconômicos e problemas familiares graves.

Segundo Fabrício, as manifestações clínicas mais conhecidas são a tristeza, “que não deve ser confundida com momentos de tristeza, comuns à vida humana ou com o luto fisiológico relativo a uma perda,  e o desânimo”. Ele, porém, ressalta que a doença pode se manifestar num leque de sinais e sintomas como irritabilidade, alteração de sono, perda de libido, alteração de peso, dores crônicas sem causa aparente e também queixas de perda de memória.

Entre os problemas condicionados pelo quadro, do ponto de vista clínico, o neurologista afirma que a depressão não tratada torna-se fator de risco para o desenvolvimento de doenças, como o infarto agudo do miocárdio, pode causar dificuldades para se cuidar efetivamente doenças já existentes, como por exemplo, a dor lombar crônica decorrente da doença degenerativa da coluna vertebral. A depressão pode também, segundo ele, provocar queda significativa na qualidade de vida do paciente. Do ponto de vista social e econômico, para o médico, as repercussões podem atingir o trabalho de quem adoece, levando a uma produtividade menor, mais faltas e maiores conflitos pessoais, impactos na remuneração e até levar ao desemprego. Ele acrescenta que a situação pode atingir a família do paciente, trazendo problemas conjugais, sobrecarga de assistência por parte de um familiar-responsável, e outros revezes.

Para tratar o problema, são sugeridas atividades físicas regulares, assim como banhos de sol, uma vida familiar equilibrada, alimentação balanceada, atividades religiosas, leituras agradáveis e edificantes, estar atento aos fatos do dia a dia, mas não usar todo o seu tempo livre para ficar percorrendo os noticiários da TV. Também é recomendado fazer uso do tempo para escutar uma boa música, conversar e estar junto de familiares, participar de atividades altruísticas e em grupo.

“Atendimento psiquiátrico, psicoterapia e psicanálise preventivas estão indicados e devem ser conduzidos por profissionais qualificados”, diz Fabrício. No entanto, o neurologista afirma que quanto à predisposição genética, no momento, não há nada que se possa fazer. Mesmo assim, as atividades sugeridas contribuem com o tratamento e também com a prevenção dos episódios depressivos.

Fonte: www.unimedrio.com.br